Uma crise de ansiedade (ou ataque de pânico) costuma chegar de forma abrupta: coração disparado, falta de ar, medo de morrer ou “ficar louco”, tremores e sensação de perda de controle. No auge, parece que nunca vai passar. Na prática, o pico intenso tem duração limitada — e existem passos concretos que ajudam a atravessar o momento com mais segurança.
O que fazer durante uma crise de ansiedade?
- Garanta segurança física — sente-se ou pare o carro se estiver dirigindo; peça ajuda se precisar.
- Nomeie o que está acontecendo — diga mentalmente: “isso é uma crise de ansiedade; é desconfortável, mas passa”.
- Apoie o corpo no presente — pés no chão, mãos em uma superfície fria ou textura, olhar em um ponto fixo.
- Solte a respiração — alongue a expiração (veja o próximo bloco).
- Não lute contra o sintoma — tentar “forçar a calma” ou fugir do local em pânico costuma alimentar o ciclo.
Se for a primeira crise intensa, ou se houver dúvida se é algo cardíaco/respiratório, busque avaliação médica. A hipnoterapia complementa o cuidado; não substitui emergência.
Como respirar corretamente no ataque de pânico?
Na crise, a respiração fica curta e rápida, o que aumenta tontura e formigamento. Uma técnica simples:
- Inspire pelo nariz contando até 4.
- Segure por 1 ou 2 segundos.
- Expire pela boca contando até 6 ou 8.
- Repita por alguns minutos, sem forçar o ar.
O objetivo não é “respirar fundo demais”, e sim alongar a saída do ar, sinalizando ao sistema nervoso que o perigo diminuiu.
Quanto tempo dura uma crise de ansiedade?
Para a maioria das pessoas, o auge do ataque de pânico dura minutos — com frequência entre 5 e 30 minutos. Depois pode restar exaustão, medo de nova crise e hipervigilância no corpo. Esse “medo da próxima crise” é exatamente o que mantém o ciclo vivo nos dias seguintes.
Por que as crises voltam mesmo quando “já sei o que fazer”?
Saber a técnica de respiração ajuda no momento. Mas se o padrão inconsciente que dispara o pânico continua ativo, a crise tende a reaparecer diante de gatilhos (lugares, sensações corporais, memórias, pressão no trabalho). É aí que o alívio pontual não basta.
Como o Método SER de Júlio Dechante reduz as crises?
No Método SER, Júlio Dechante trabalha em três etapas — Sentir, Entender e Reeducar — para alterar a resposta automática do corpo ao medo. O foco não é só “passar pela crise”, e sim diminuir a frequência e a intensidade delas, tratando também bloqueios emocionais e medos que alimentam o pânico.
Os atendimentos são presenciais em Sinop-MT ou online. Se você vive com medo constante de uma nova crise, converse com Júlio Dechante pelo WhatsApp e conte como as crises começaram e o que mais te limita no dia a dia.